domingo, 8 de dezembro de 2013

Geometria analitica

          Repensar as práticas pedagógicas  existentes nos contextos escolares, bem como seus fundamentos teóricos-metodológicos, é um dos desafios postos na atualidade na perspectiva da ressignificação do processo de ensino-aprendizagem. Ao tempo em que tornar as aulas mais atrativas, deverá ser  a maior preocupação dos professores nos dias de hoje, frente ao grande desinteresse e falta de motivação dos alunos.
       O trabalho com geometria analítica permite a articulação entre geometria e álgebra.. Para que essa articulação seja significativa para o aluno o professor deve trabalhar as 2 vias: o entendimento de figuras geométricas, via equações, e o entendimento de equações via figuras geométricas. A simples apresentação de equações sem explicações fundadas em raciocínio lógico devem ser abandonadas pelo professor. É importante trabalhar com os alunos o significado de uma equação.
        No intuito de tornar a aprendizagem mais significativa, em substituição às aulas tradicionais que não atendem às expectativas dos alunos, sugerimos uma aula prática a campo utilizando o GPS (sistema de posicionamento global) tendo em vista que esse aparelho pode ser utilizado pelo cidadão comum das formas mais variadas e suas aplicações crescem a cada dia.
        Obtendo com o GPS as coordenadas x e y dos 4 cantos do quarteirão da escola  georreferenciadas em UTM (Universal Transversa de Mercator)  e lançados num eixo cartesiano, reduzindo os pontos dados pelo GPS ao menor eixo cartesiano, isto é, de forma que os pontos estejam o mais próximo possível da origem do sistema de coordenadas. A seguir esses pontos deverão ser unidos com segmentos de reta de maneira a formar o ,polígono que delimita o quarteirão. Identificando-se, por exemplo, que os vértices do polígono são os pontos A(0,0), B(3,0), C(3,3), D(0,3) como mostra a figura abaixo:


Poderemos  a partir daí explorar temas como:
a)Distância entre 2 pontos no plano cartesiano.
b)Perímetro e área do quarteirão
c)Equação da reta que passa por um ponto e tem coeficiente angular igual a tag. do ângulo.
Dada pela fórmula:   Y-Y0=m(X-X0)
d) Equação da reta que passa por 2 pontos (Dada pelo determinante)
e)Distância de um ponto  a uma reta.
f)Posições relativas de 2 retas:  Retas paralelas e retas concorrentes(oblíquas e perpendiculares)
g)Intersecção de 2 retas: Resolvendo o sistema formado pelas equações das retas.
h)Área de uma região triangular: S=1/2D
Entre outros

      Assim estaremos introduzindo esses conceitos a partir de aplicações práticas, vividas no cotidiano, tornando a aprendizagem mais significativa, com a participação do aluno, oportunizando a construção do próprio conhecimento de forma ativa e crítica.






Referencias:
www.nutes.ufrj.br/abrapec/venpec/conteudo/artigos/3/doc/p137.doc
 www.youtube.com/watch?v=kmRsw9Gjwqs‎
www.periodicos.ulbra.br › Capa › v. 8, n. 2 (2006) › Bezerra‎
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Grupo: Débora Coelho, Daiani Martins, Jéssica Brum, Milton Candido Ferreira

CONCEITO DE GEOMETRIA ANALÍTICA - PLANO CARTESIANO



A geometria analítica foi criada por Descartes, onde foi desenvolvido o sistema de coordenadas, que atualmente é conhecido por  coordenadas cartesianas. Estuda a localização de pontos no plano ou no espaço e as relações decorrentes de diferentes localizações.

Usamos  frequentemente a geometria em diversas atividades do nosso dia a dia, umas com mais intensidade, outras menos, mesmo que não percebamos o seu uso.

Como exemplo disso temos a utilização bem efetiva da geometria na construção civil, desde a planta até a construção do alicerce de uma casa. As embarcações marítimas e aviões situam-se em suas rotas utilizando o GPS, que por sua vez utilizam coordenadas fornecidas por satélites. O GPS também é usado em veículos terrestres, mesmo que, ainda, em menor uso. Acreditamos que num futuro próximo os veículos contarão com o GPS para o traçado de rotas, cálculo de distâncias, e outros. Como vemos a geometria analítica será mais usada no nosso dia a dia.
O plano cartesiano é formado por duas retas perpendiculares, uma horizontal que recebe o nome de eixo das abcissas (eixo x) e uma reta vertical que recebe o nome e eixo das ordenadas (eixo Y). Cada reta é numerada sendo pontoe interseção dessas duas retas chamado de origem.
Pesquisamos a utilização de um software que tem como objetivo desenvolver o aprendizado das coordenadas  de pontos assinalados no Plano Cartesiano, aprendendo a diferenciar o eixo das abcissas (eixo X)) e do eixo das ordenadas (eixo do Y).

 
 
 
Referências:


 
Integrantes do grupo: Chalia Haddad Vieira, Cláudia Torbis Brum, Lenilson Gomes e Marineuza Fantinel Cassol

 

 


 

 

 

 

 


 

 

 

 



 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

domingo, 17 de novembro de 2013

História da Educação no Muncípio

História da Educação no Município

O  grupo procurou a Secretaria Municipal de Educação e Cultura – SMEC, do nosso município para obter dados referentes à criação das escolas municipais e obter dados sobre a escola municipal mais antiga do município.
Fomos informados que a escola mais antiga, que ainda está em funcionamento até os dias de hoje, é Escola Municipal de Ensino Fundamental Coronel Chananeco, que foi fundada no ano de 1953, completando neste ano, 80 anos de existência e está localizada na zona rural do município, na localidade chamada Cerrito do Ouro. Atende em turno integral, com calendário alternativo, alunos de educação infantil e ensino fundamental.
Na SMEC estão disponibilizados documentos referentes às escolas antigas, já extintas, desde o ano de 1960, até a data dos respectivos fechamentos. Na verdade elas funcionavam em escolinhas pequenas, mais de uma por localidade e, posteriormente foram nucleadas, havendo atualmente, somente três escolas na zona rural. Em épocas mais remotas, funcionavam em galpões ou propriedades particulares.
Em relação aos professores, não havia capacitação e a maioria deles, tinham apenas até a 5ª série e já estavam “diplomados” para atuar em sala de aula. O professor desempenhava todas as tarefas, como fazer a refeição para os alunos, limpar a escola e dar atendimento aos alunos em sala de aula, com turmas uni docentes, pois havia um único profissional para atender todas as séries, que geralmente funcionavam de 1ª a 4ª ou 5ª séries.
De acordo com dados retirados do Plano Municipal de Educação os registros de professores municipais datam de 1877, quando a Câmara  Municipal de Vereadores, em sessão realizada no dia 20 de março, nomeou o senhor Jorge Luiz Teixeira para exercer o cargo de professor público municipal. Nas localidades onde não havia escola, uma pessoa interessada podia abrir uma aula e comunicar o fato à Prefeitura Municipal, como aconteceu  em 1887, onde foi comunicado que abriu uma escola no Cerrito do Ouro, a primeira aula do sexo masculino, para o ensino das primeiras letras.


                      Foto da E.M.E.F. Coronel Chananeco, escola mais antiga, ainda em funcionamento do município.


Referência: EDUCAÇÃO E CULTURA, Secretaria Municipal. Plano Municipal de Educação.Gráfica Imperial, São Sepé-RS, 2009. P. 20.


Grupo: Cláudia Torbis Brum, Chalia Terezinha Haddad Vieira, Marineuza Fantinel Cassol e Lenilson Gomes.



A História da Educação Brasileira


A escola escolhida foi a Escola de Ensino Fundamental João XXIII, uma escola particular situada na Rua Avenida 15 de novembro e foi fundada no ano de 1982, quando possuía o nome de “Escolinha da Vovó” sob direção da Sra. Naime Dantas até o ano de 1992. Hoje a escola possui uma associação chamada Associação educacional João XXIII, que ajuda a manter à mesma. A escola ainda possui a mesma estrutura de quando fundada, paredes de tijolos, forró de madeira e o telhado de telha, no piso que antes era piso bruto agora já possui lajotas. A escola precisou adaptar-se construindo mais 4 salas separadas da primeira estrutura para melhorar o atendimento dos alunos, já que a escola agora atua desde a educação infantil até a 8º série/9º ano. A escola foi inaugurada quase no fim do período militar (1964-1984), como não há mais pessoas daquela época trabalhando na escola, ficamos sem saber como funcionava a escola e como funcionava a parte da educacional, pois também a primeira diretora não reside mais no município, com isso o grupo resolveu relatar os acontecimentos que ocorreram no mesmo ano em que a escola foi fundada. No ano de 1982, quando a escola foi fundada aconteceu fatos importantes e que com certeza contribuíram muito para a educação de hoje, a primeira delas foi que pela primeira vez uma mulher assumiu um cargo de ministro no Brasil, a educadora Esther de Figueiredo Ferras passou a ser ministra da educação no Brasil, também foi implantada a disciplina optativa de Filosofia, a criação dos Centros Integrados de Educação Publica – CIEPs, no Estado do Rio de Janeiro. Em São Sepé a primeira forma de ensino foi no ano de 1928 onde foi criado o primeiro grupo escolar pela diretora de Instrução Publica onde na época Getulio Vargas era presidente do estado e seu sucessor era Dr. Borges de Medeiro que negara sempre aos sepeenses terem seu grupo escolar, pois alegava que não iria ensinar os maragatos a ler, pois assim eles votariam contra o partido situacionista, pois a cidade notabilizava-se por ser oposicionista. O colégio Beata Julia, apartir de 1937, começou suas atividades em nossa terra, incrementando a instrução e a educação da nossa gente. Lembrando que antes disso havia apenas escolas isoladas,que foram pioneiras nas instruções publicas e o fizeram com mérito e abnegação,os mestres ensinavam o idioma português e as quatros operações,especialmente ensinavam a leitura . Também neste mesmo ano o colégio Maju operou uma verdadeira revolução educacional em nossa terra, o colégio iniciou pelo curso primário em 1937, com 15 alunos. Na década de 40-50 já havia internato para os alunos do interior do município. Em 1953-54 surgiu o curso ginasial com novo prédio á Rua Clemenciano Barnasque, esquina com Plácido Gonçalves, sendo mais uma grande etapa na educação de São Sepé. Mais só em 1956 veio a autorização do Ministério da Educação e Cultura, oficializando o ginásio. O ensino normal foi apartir de 1966 onde o curso normalista (curso que formava professores) logo após veio o curso técnico em contabilidade. Hoje nosso município conta com 22 escola,onde 7 são estaduais,12 municipais, e 3 particulares, onde a que escolhemos é uma das 3 escolas particulares que busca melhorar a educação do nosso município.

 Referencias:MOTTA, José do Patrocínio; São Sepé de ontem, de hoje e de amanhã. 1988

Grupo: João Carlos Oliveira Tatsch, Gabrieli Gazem, Suelen Abreu Lima, Anderson Dos Santos

História da educação brasileira



Um pouco da história do município de São Sepé – RS

            
O município de São Sepé está localizado na região central do RS, distante 265 km de Porto Alegre. Limita-se ao norte com os municípios de Santa Maria, Formigueiro e Restinga Seca, ao sul com Caçapava do Sul e Lavras do Sul, ao leste com Cachoeira do Sul e a oeste São Gabriel e Vila Nova do Sul.

Existem duas versões a respeito da origem do nome São Sepé. A popular diz que o município recebeu esse nome em homenagem à memória do valente guerreiro Sepé Tiaraju que nasceu, viveu e combateu nos Sete Povos das Missões. A outra versão, é apresentada pelo historiador Paulo Xavier, em que afirma que São Sepé teve origem em uma estância missioneira já existente em 1751, chamada San Sepé e que o nome São Sepé que se atribui ao município não é em relação direta com o índio Sepé Tiaraju. No entendimento de Xavier, muito antes do surgimento de São Sepé – na história do RS, já existia junto às barrancas do Rio Uruguai, um lugar chamado San Sepé.
   
Histórico da educação no município
           
Nas localidades onde não havia escolas, uma pessoa interessada podia abrir uma aula e comunicar o fato à Prefeitura Municipal, como aconteceu com o senhor Luiz de Sena Guazina que, em 1887, comunicou haver aberto, no Cerrito do Ouro (2º Distrito de São Sepé), a primeira aula do sexo masculino, para o ensino das primeiras letras.
A professora municipal, Inês Evangelho Silva, nos relatou em uma entrevista como funcionava a educação no interior do município, pois as professoras acumulavam as funções de diretora, merendeira e faxineira em turmas multiseriadas de 1º ao 5º ano, com turmas de até 35 alunos, acima deste número as funções eram divididas entre duas professoras.
As avaliações eram elaboradas na Secretaria de Educação em conjunto com os demais professores de outras localidades do município. As avaliações do 1º ano eram trocadas entre os professores, de maneira que o professor não corrigisse as avaliações dos seus próprios alunos para que realmente houvesse a comprovação de que os alunos soubessem ler.


  Colégio Madre Júlia - “76 anos educando gerações"     

 Escolhemos o Colégio Madre Júlia para contar sobre a sua história de educação no município de São Sepé.


 A origem do Maju

     No dia 18 de fevereiro de 1937, chegaram quatro irmãs a São Sepé, vindas de Passo Fundo, via Santa Maria, Restinga Seca e Formigueiro. As Irmãs foram cordialmente recebidas, apesar de uma chuva torrencial. A casa que lhes foi destinada, na esquina da Rua Clemenciano Barnasque com Coronel Veríssimo, era muito precária em móveis e cômodos. As Irmãs, em plena juventude, enfrentaram a situação como aventura e colocaram mãos à obra a fim de arrumar o necessário para morar.


 Tudo iniciou em 1º de março de 1937, (período da Era Vargas – 1930 a 1945) dia em que 15 alunos começaram seus estudos no Educandário. Não tardou, porém, o aumento  desse número, passou a 100 matrículas naquele mesmo ano.


 Foi preciso muita coragem, otimismo e espírito dinâmico a fim de levar a frente a obra recém iniciada. De tudo isso deram provas as Irmãs pioneiras: Maria Gemma, Tarcísius, Irinéa e Edviges.
Os obstáculos foram muitos, mas com o auxílio de Deus, com a proteção da Padroeira Santa Júlia e com a colaboração da comunidade de São Sepé, o colégio foi tomando dimensões cada vez maiores.
Em 15 de novembro de 1954 foi inaugurado o novo prédio com a celebração de uma missa, no pátio da escola, pelo Padre Otávio Ferrari.

Atualmente, o Colégio Madre Júlia, oferece Educação Infantil e Ensino Fundamental de 1ª a 8ª série.
O Colégio Madre Júlia procura educar seus alunos dentro dos princípios cristãos, desenvolvendo a sã Filosofia e a capacidade técnica necessária ao momento histórico presente.
O Maju privilegia, em seu processo de aprendizagem, a valorização do potencial humano, espiritual e intelectual, bem como a contribuição imprescindível da equipe, do mundo do trabalho e da realização pessoal. A missão da escola é educar com qualidade, tradição e modernidade, fundamentados pelos valores perenes do Evangelho, com base sólida para a vida e compromisso com a formação integral.
Não poderíamos deixar de contar um pouco da história da Padroeira do Colégio Madre Júlia:
            Quem foi Júlia Billiart?
  Santa Júlia foi uma mulher francesa, simples e de profunda piedade. Fundou a Congregação das Irmãs de Notre Dame, em 1804, para se dedicar à educação e à formação cristã da infância e da juventude. Santa Júlia foi beatificada em 1913 e canonizada como Santa em 1969.

                    
Santa Júlia
Foto atual do Colégio Madre Júlia




      



Referencias bibliográficas:
MADRE JÚLIA, Colégio. Maju 70 anos educando gerações. Gráfica Ofiseti , São Sepé- RS, n.72, p. 4 – 11, A.P.M. 2007.
EDUCAÇÃO E CULTURA, Secretaria Municipal de. Plano municipal de Educação. Gráfica Imperial, São Sepé- RS, n. 68, p. 4 – 5, 2009.

Grupo: Daiani Saldanha Martins, Débora Trindade Coelho, Jéssica Brum da Rosa, Milton Cândido Ferreira 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Linguagem de sinais brasileira em São Sepé.

Professora Maristela e a turma.
No município de São Sepé, na escola E.F. Maria José Valmarath, há alunos incluídos com perda auditiva, sendo no total de quatro alunos(as); duas meninas com surdez profunda bilateral , uma nove e outra com quinze anos, as única que utiliza somente a linguagem de LIBRAS na comunicação, as outras duas crianças possuem uma perda moderada, uma menina com seis anos e um menino com seis , ambos utilizam prótese auditiva e são oralizados , no caso do garoto a perda um pouco mais grave, classificada como perda auditiva severa, uma vez que a prótese não supre totalmente esta modalidade de perda sendo necessária a linguagem Libras e a leitura labial em alguns casos. A professora do AEE, Atendimento Educacional Especializado, Maristela Berger, conversou conosco e nos relatou sobre seu trabalho. Ela atua 22 horas semanais contratada pela prefeitura municipal, para atuar como intérprete, realizando a tradução dos conteúdos desenvolvidos em sala de aula pelos professores e também é a mediadora da comunicação entre colegas, professores e alunas surdas (nove e quinze anos) nos contou que os outros dois alunos apesar de possuírem perda auditiva, não necessitam dessa aprendizagem para se comunicar já que as próteses sanam as dificuldades, porém nenhum aluno é classificado como ‘não precisa aprender Libras” uma vez que a linguagem de sinais compreendida e exercitada entre os alunos leva a interação entre os que possuem essa limitação auditiva e os que não a possuem isso também vale para os demais professores da escola. Para contribuir para essa interação há alguns professores dos anos iniciais que demonstraram interesse, participando de vários cursos de formação continuada nos anos anteriores, promovido pela SMEC do município pela coordenação da Educação Especial, Elsa Gass. Além de Projetos desenvolvidos na escola como: Praticando LIBRAS na escola (2012), na qual participaram alunos surdos, pais, professores(séries iniciais) e pessoas da comunidade que demonstraram interesse por conhecerem ou conviverem com pessoas surdas. Também cabe ressaltar o trabalho de Libras que vem sendo desenvolvido por ela com uma das alunas surdas, desde a educação infantil até o momento, 4º ano. Possui como objetivo trabalhar uma vez por semana junto à turma e a professora para que aprendam os sinais básicos da comunicação de Libras com a finalidade primordial de desenvolver uma comunicação com a menina e esta sentir-se acolhida e compreendida para uma aprendizagem e inclusão satisfatória. No entanto, esse contrato de 22 horas semanais é pouco, pois ela divide o tempo com as duas meninas, uma no turno da manhã, e outra no turno da tarde. O ideal para suprir a necessidade da escola seria 44horas semanais, sendo assim o rendimento das meninas seria bem melhor, sendo que ela é única na instituição que sabe a Língua Brasileira de Sinais-Libras.
 
Aluna de 9 anos.
 
Aluna de 15 anos.
 
Dia dedicado aos outros professores.
Grupo: João Carlos Oliveira Tatsch, Gabrieli Gazem, Suelen Abreu Lima, Anderson Dos Santos Pereira.


Inclusão de alunos na escola



Inclusão de alunos surdos no ambiente escolar
  


Imagens Google
A linguagem é parte integrante no desenvolvimento do ser humano. A falta dela tem graves consequências para o indivíduo no que se refere ao seu desenvolvimento emocional, social e intelectual. A comunicação é um processo de interação no qual se compartilha mensagens, ideias, emoções e sentimentos, podendo influenciar ou não outras pessoas. No entanto, a comunicação nem sempre ocorre de forma clara, uma vez que há várias crianças, jovens e adultos com deficiência na audição e consequentemente na comunicação. Devido à deficiência auditiva a fala fica prejudicada e não são raros os casos em que ela não é desenvolvida. As pessoas que apresentam essa deficiência geralmente se comunicam através de gestos, numa linguagem própria, feita através de sinais. Essa linguagem recebe a nomenclatura de Língua Brasileira de Sinais, mais conhecida como LIBRAS. 
O Brasil reconheceu a Língua Brasileira de Sinais/ Libras, por meio da Lei nº 10.436/2002, como a Língua das comunidades surdas brasileiras, que no seu artigo 4º, dispõe que o sistema educacional federal e sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais / Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
No município de São Sepé RS não há escolas especializadas para surdos, os que necessitam de um atendimento contínuo têm que viajar até a cidade de Santa Maria, com os gastos pagos pela prefeitura.
No entanto a única escola do município que oferta atendimento educacional especializado em LIBRAS e tem acompanhamento de profissional intérprete no cotidiano escolar é E.M.E.F. Professora Maria José Valmarath que atualmente tem quatro alunos surdos, dois com surdez parcial com o uso de próteses e os outros dois casos é surdez profunda que utilizam  LIBRAS para se comunicarem.
A escola conta com a ajuda de uma professora do AEE e uma professora intérprete que auxiliam os alunos surdos no dia-a-dia da sala de aula e na comunicação com os colegas, mas a carga horária dessas profissionais é pequena na escola e isso dificulta um pouco o acompanhamento que elas têm com os alunos surdos, pois quando o aluno surdo já adquire o domínio de LIBRAS a intérprete o acompanha em todos os momentos da escola e quando o aluno está na fase inicial de aprender LIBRAS a intérprete participa de alguns momentos em sala de aula para o aluno cada vez fazer mais o uso da mesma. A intérprete ensina sinais básicos aos colegas e professores dos alunos surdos e a quem tiver interesse em aprender LIBRAS.
A Secretaria Municipal de Educação já ofertou cursos de LIBRAS, mas poucos professores se inscreveram e somente dois estão terminando o curso. Isso significa que ainda temos uma caminhada muito grande pela frente até conseguirmos mesmo a inclusão de todos.
Com base nas palavras da professora do AEE Elsa Gass: “Ainda há uma grande distância, entre o real e o ideal, na educação de surdos. Na escola foram implantadas ações na tentativa de chegar ao ideal, sabemos que há uma longa caminhada para efetivar a educação dos surdos como almejamos, porém para chegar é preciso caminhar, tendo a vontade de cada dia conquistar um pouco a mais e assim garantir o direito desses sujeitos a ter um ensino de qualidade. Sonhamos com a estruturação de uma escola bilíngue onde a língua materna dos surdos: A LIBRAS, onde os conteúdos possam ser ensinados por todos os professores na língua dos surdos, aí sim, teremos garantido 100% da qualidade no ensino dos surdos...Enquanto não chegamos lá, vamos tecendo ações, que embora pequenas representam um somatório que vão progressivamente apresentando resultados positivos!”
Com isso chegamos à conclusão que a escola está fazendo algo para mudar a realidade que temos, mas a comunidade acha que esse problema é individual e não apóia ações que falam sobre a inclusão de todos. As pessoas estão cada vez mais informadas e mesmo assim continuam ignorantes com assuntos como esse. A inclusão é transformação!

"Ainda que eu fale todas as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor sou como o bronze que soa ou o sino que retine...mesmo que tivesse toda a fé a ponto de ,transportar montanhas, se não tiver amor, eu nada serei. 


  (Paulo, carta aos Coríntios, Cap. 13)"


Fotos na escola:





Referencias bibliográficas:
Paulo Henrique Libras. Disponível em:                         http://paulohenriquelibras.blogspot.com.br/2011/06/frases-para-reflexao-surdez.html. Acesso no dia 16 de novembro de 2013 às 15 horas e35 minutos.
Portal Educação. Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/22074/a-importancia-da-comunicacao-em-libras-na-vida-das-pessoas-surdas. Acesso em 16 de novembro de 2013 às 16 horas e 20 minutos.


Grupo: Daiani Saldanha Martins, Débora Trindade Coelho, Jéssica Brum da Rosa, Milton Candido Ferreira

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Inclusão do aluno surdo no ambiente escolar

Eixo Geometrias: Tratamento Analítico
              
                                                                  
                                                                                 
Identificação do Grupo: Cláudia Torbis Brum, Chalia Terezinha Haddad Vieira, Marineuza Fantinel Cassol e Lenilson Gomes.

Esta primeira postagem no blog será sobre a inclusão do aluno surdo no ambiente escolar.
 1. Nesta região as escolas tem inclusão de alunos surdos? Ou há escolas com atendimento específico para surdos? Ou outras instituições prestam este atendimento?
 Em uma escola da Rede Municipal de Ensino, E.M.E.F. Professora Maria José Valmarath,  há inclusão de alunos surdos, com Atendimento Educacional Especializado no contra turno escolar, intérprete de LIBRAS que faz acompanhamento em sala de aula. A professora do AEE trabalha em conjunto com os professores da sala regular, faz o atendimento na turma ensinando LIBRAS para todos os alunos facilitando a comunicação, com o objetivo de facilitar o acesso à comunicação entre surdos e ouvintes.
No Município de São Sepé não existe escola especializada para surdos. Os surdos adultos viajam para Santa Maria para estudarem na Escola Reinaldo Coser para dar continuidade aos estudos. O Município tem uma lei que ampara que os surdos recebam ajuda com o transporte para Santa Maria.

2. Quantos alunos surdos estudam nesta instituição? Qual é tipo de surdez (Surdo, Deficiente Auditivo ou Surdo Oralizado)?
Na Escola Municipal Professora Maria José Valmarath, são quatro alunos surdos incluídos:
- 01 na Pré-escola (surdez parcial);
- 01 no 1º Ano (surdez parcial);
- 01 no 4º Ano (surdez profunda);
- 01 na 8ª série (surdez profunda).
Os alunos com surdez profunda não são oralizados. Utilizam LIBRAS para se comunicarem.

3. Estes alunos sabem a Língua Brasileira de Sinais - Libras? Onde aprenderam?
 Os alunos sabem LIBRAS. Aprenderam LIBRAS com a professora do  AEE, apenas a aluna da 8 ª série aprendeu em outra escola, pois é proveniente de outro município.

4. Na sala de aula, o aluno surdo tem o profissional Tradutor/Intérprete de Língua Brasileira de Sinais - Libras? Ou outros tipos de profissionais?
Os atendimentos ofertados aos alunos surdos são:
- Atendimento Educacional Especializado: onde aprendem LIBRAS, convivem com os  outros alunos surdos(interagem), aprendem conteúdos em LIBRAS.
- Atendimento por profissional intérprete: acompanhamento de intérprete em todos os momentos na escola.
- Acompanhamento do trabalho em articulação entre o professor do AEE e os professores da classe regular.

5. Há professores nesta instituição que sabem a Língua Brasileira de Sinais - Libras?
Na escola há dois profissionais que dominam a LIBRAS: o professor do AEE e o profissional intérprete de LIBRAS.

6. Após este levantamento o grupo deve analisar a situação da inclusão do surdo nas escolas da região levando em consideração questionamentos como: O poder público tem garantido condições de acesso e aprendizagem aos alunos surdos? Como a comunidade (família, escola, ONGs, entidades religiosas) atua para amparar o surdo na região/cidade? Os professores estão preparados para atender alunos surdos?
A garantia da aprendizagem se dá através do acompanhamento da Educadora Especial no processo de acesso curricular e avaliação da aprendizagem com contato permanente com os professores da classe regular.
Falta o amparo da comunidade na atuação conjunta com a escola. A escola faz um trabalho isolado, havendo falta da atuação de outras entidades  para dar continuidade ao trabalho da escola na comunidade.

Os professores são preparados, através das trocas contínuas com os profissionais envolvidos.


                                                 Aluna com surdez e sua intérprete de LIBRAS.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013