sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Linguagem de sinais brasileira em São Sepé.

Professora Maristela e a turma.
No município de São Sepé, na escola E.F. Maria José Valmarath, há alunos incluídos com perda auditiva, sendo no total de quatro alunos(as); duas meninas com surdez profunda bilateral , uma nove e outra com quinze anos, as única que utiliza somente a linguagem de LIBRAS na comunicação, as outras duas crianças possuem uma perda moderada, uma menina com seis anos e um menino com seis , ambos utilizam prótese auditiva e são oralizados , no caso do garoto a perda um pouco mais grave, classificada como perda auditiva severa, uma vez que a prótese não supre totalmente esta modalidade de perda sendo necessária a linguagem Libras e a leitura labial em alguns casos. A professora do AEE, Atendimento Educacional Especializado, Maristela Berger, conversou conosco e nos relatou sobre seu trabalho. Ela atua 22 horas semanais contratada pela prefeitura municipal, para atuar como intérprete, realizando a tradução dos conteúdos desenvolvidos em sala de aula pelos professores e também é a mediadora da comunicação entre colegas, professores e alunas surdas (nove e quinze anos) nos contou que os outros dois alunos apesar de possuírem perda auditiva, não necessitam dessa aprendizagem para se comunicar já que as próteses sanam as dificuldades, porém nenhum aluno é classificado como ‘não precisa aprender Libras” uma vez que a linguagem de sinais compreendida e exercitada entre os alunos leva a interação entre os que possuem essa limitação auditiva e os que não a possuem isso também vale para os demais professores da escola. Para contribuir para essa interação há alguns professores dos anos iniciais que demonstraram interesse, participando de vários cursos de formação continuada nos anos anteriores, promovido pela SMEC do município pela coordenação da Educação Especial, Elsa Gass. Além de Projetos desenvolvidos na escola como: Praticando LIBRAS na escola (2012), na qual participaram alunos surdos, pais, professores(séries iniciais) e pessoas da comunidade que demonstraram interesse por conhecerem ou conviverem com pessoas surdas. Também cabe ressaltar o trabalho de Libras que vem sendo desenvolvido por ela com uma das alunas surdas, desde a educação infantil até o momento, 4º ano. Possui como objetivo trabalhar uma vez por semana junto à turma e a professora para que aprendam os sinais básicos da comunicação de Libras com a finalidade primordial de desenvolver uma comunicação com a menina e esta sentir-se acolhida e compreendida para uma aprendizagem e inclusão satisfatória. No entanto, esse contrato de 22 horas semanais é pouco, pois ela divide o tempo com as duas meninas, uma no turno da manhã, e outra no turno da tarde. O ideal para suprir a necessidade da escola seria 44horas semanais, sendo assim o rendimento das meninas seria bem melhor, sendo que ela é única na instituição que sabe a Língua Brasileira de Sinais-Libras.
 
Aluna de 9 anos.
 
Aluna de 15 anos.
 
Dia dedicado aos outros professores.
Grupo: João Carlos Oliveira Tatsch, Gabrieli Gazem, Suelen Abreu Lima, Anderson Dos Santos Pereira.


Inclusão de alunos na escola



Inclusão de alunos surdos no ambiente escolar
  


Imagens Google
A linguagem é parte integrante no desenvolvimento do ser humano. A falta dela tem graves consequências para o indivíduo no que se refere ao seu desenvolvimento emocional, social e intelectual. A comunicação é um processo de interação no qual se compartilha mensagens, ideias, emoções e sentimentos, podendo influenciar ou não outras pessoas. No entanto, a comunicação nem sempre ocorre de forma clara, uma vez que há várias crianças, jovens e adultos com deficiência na audição e consequentemente na comunicação. Devido à deficiência auditiva a fala fica prejudicada e não são raros os casos em que ela não é desenvolvida. As pessoas que apresentam essa deficiência geralmente se comunicam através de gestos, numa linguagem própria, feita através de sinais. Essa linguagem recebe a nomenclatura de Língua Brasileira de Sinais, mais conhecida como LIBRAS. 
O Brasil reconheceu a Língua Brasileira de Sinais/ Libras, por meio da Lei nº 10.436/2002, como a Língua das comunidades surdas brasileiras, que no seu artigo 4º, dispõe que o sistema educacional federal e sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais / Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
No município de São Sepé RS não há escolas especializadas para surdos, os que necessitam de um atendimento contínuo têm que viajar até a cidade de Santa Maria, com os gastos pagos pela prefeitura.
No entanto a única escola do município que oferta atendimento educacional especializado em LIBRAS e tem acompanhamento de profissional intérprete no cotidiano escolar é E.M.E.F. Professora Maria José Valmarath que atualmente tem quatro alunos surdos, dois com surdez parcial com o uso de próteses e os outros dois casos é surdez profunda que utilizam  LIBRAS para se comunicarem.
A escola conta com a ajuda de uma professora do AEE e uma professora intérprete que auxiliam os alunos surdos no dia-a-dia da sala de aula e na comunicação com os colegas, mas a carga horária dessas profissionais é pequena na escola e isso dificulta um pouco o acompanhamento que elas têm com os alunos surdos, pois quando o aluno surdo já adquire o domínio de LIBRAS a intérprete o acompanha em todos os momentos da escola e quando o aluno está na fase inicial de aprender LIBRAS a intérprete participa de alguns momentos em sala de aula para o aluno cada vez fazer mais o uso da mesma. A intérprete ensina sinais básicos aos colegas e professores dos alunos surdos e a quem tiver interesse em aprender LIBRAS.
A Secretaria Municipal de Educação já ofertou cursos de LIBRAS, mas poucos professores se inscreveram e somente dois estão terminando o curso. Isso significa que ainda temos uma caminhada muito grande pela frente até conseguirmos mesmo a inclusão de todos.
Com base nas palavras da professora do AEE Elsa Gass: “Ainda há uma grande distância, entre o real e o ideal, na educação de surdos. Na escola foram implantadas ações na tentativa de chegar ao ideal, sabemos que há uma longa caminhada para efetivar a educação dos surdos como almejamos, porém para chegar é preciso caminhar, tendo a vontade de cada dia conquistar um pouco a mais e assim garantir o direito desses sujeitos a ter um ensino de qualidade. Sonhamos com a estruturação de uma escola bilíngue onde a língua materna dos surdos: A LIBRAS, onde os conteúdos possam ser ensinados por todos os professores na língua dos surdos, aí sim, teremos garantido 100% da qualidade no ensino dos surdos...Enquanto não chegamos lá, vamos tecendo ações, que embora pequenas representam um somatório que vão progressivamente apresentando resultados positivos!”
Com isso chegamos à conclusão que a escola está fazendo algo para mudar a realidade que temos, mas a comunidade acha que esse problema é individual e não apóia ações que falam sobre a inclusão de todos. As pessoas estão cada vez mais informadas e mesmo assim continuam ignorantes com assuntos como esse. A inclusão é transformação!

"Ainda que eu fale todas as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor sou como o bronze que soa ou o sino que retine...mesmo que tivesse toda a fé a ponto de ,transportar montanhas, se não tiver amor, eu nada serei. 


  (Paulo, carta aos Coríntios, Cap. 13)"


Fotos na escola:





Referencias bibliográficas:
Paulo Henrique Libras. Disponível em:                         http://paulohenriquelibras.blogspot.com.br/2011/06/frases-para-reflexao-surdez.html. Acesso no dia 16 de novembro de 2013 às 15 horas e35 minutos.
Portal Educação. Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/22074/a-importancia-da-comunicacao-em-libras-na-vida-das-pessoas-surdas. Acesso em 16 de novembro de 2013 às 16 horas e 20 minutos.


Grupo: Daiani Saldanha Martins, Débora Trindade Coelho, Jéssica Brum da Rosa, Milton Candido Ferreira

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Inclusão do aluno surdo no ambiente escolar

Eixo Geometrias: Tratamento Analítico
              
                                                                  
                                                                                 
Identificação do Grupo: Cláudia Torbis Brum, Chalia Terezinha Haddad Vieira, Marineuza Fantinel Cassol e Lenilson Gomes.

Esta primeira postagem no blog será sobre a inclusão do aluno surdo no ambiente escolar.
 1. Nesta região as escolas tem inclusão de alunos surdos? Ou há escolas com atendimento específico para surdos? Ou outras instituições prestam este atendimento?
 Em uma escola da Rede Municipal de Ensino, E.M.E.F. Professora Maria José Valmarath,  há inclusão de alunos surdos, com Atendimento Educacional Especializado no contra turno escolar, intérprete de LIBRAS que faz acompanhamento em sala de aula. A professora do AEE trabalha em conjunto com os professores da sala regular, faz o atendimento na turma ensinando LIBRAS para todos os alunos facilitando a comunicação, com o objetivo de facilitar o acesso à comunicação entre surdos e ouvintes.
No Município de São Sepé não existe escola especializada para surdos. Os surdos adultos viajam para Santa Maria para estudarem na Escola Reinaldo Coser para dar continuidade aos estudos. O Município tem uma lei que ampara que os surdos recebam ajuda com o transporte para Santa Maria.

2. Quantos alunos surdos estudam nesta instituição? Qual é tipo de surdez (Surdo, Deficiente Auditivo ou Surdo Oralizado)?
Na Escola Municipal Professora Maria José Valmarath, são quatro alunos surdos incluídos:
- 01 na Pré-escola (surdez parcial);
- 01 no 1º Ano (surdez parcial);
- 01 no 4º Ano (surdez profunda);
- 01 na 8ª série (surdez profunda).
Os alunos com surdez profunda não são oralizados. Utilizam LIBRAS para se comunicarem.

3. Estes alunos sabem a Língua Brasileira de Sinais - Libras? Onde aprenderam?
 Os alunos sabem LIBRAS. Aprenderam LIBRAS com a professora do  AEE, apenas a aluna da 8 ª série aprendeu em outra escola, pois é proveniente de outro município.

4. Na sala de aula, o aluno surdo tem o profissional Tradutor/Intérprete de Língua Brasileira de Sinais - Libras? Ou outros tipos de profissionais?
Os atendimentos ofertados aos alunos surdos são:
- Atendimento Educacional Especializado: onde aprendem LIBRAS, convivem com os  outros alunos surdos(interagem), aprendem conteúdos em LIBRAS.
- Atendimento por profissional intérprete: acompanhamento de intérprete em todos os momentos na escola.
- Acompanhamento do trabalho em articulação entre o professor do AEE e os professores da classe regular.

5. Há professores nesta instituição que sabem a Língua Brasileira de Sinais - Libras?
Na escola há dois profissionais que dominam a LIBRAS: o professor do AEE e o profissional intérprete de LIBRAS.

6. Após este levantamento o grupo deve analisar a situação da inclusão do surdo nas escolas da região levando em consideração questionamentos como: O poder público tem garantido condições de acesso e aprendizagem aos alunos surdos? Como a comunidade (família, escola, ONGs, entidades religiosas) atua para amparar o surdo na região/cidade? Os professores estão preparados para atender alunos surdos?
A garantia da aprendizagem se dá através do acompanhamento da Educadora Especial no processo de acesso curricular e avaliação da aprendizagem com contato permanente com os professores da classe regular.
Falta o amparo da comunidade na atuação conjunta com a escola. A escola faz um trabalho isolado, havendo falta da atuação de outras entidades  para dar continuidade ao trabalho da escola na comunidade.

Os professores são preparados, através das trocas contínuas com os profissionais envolvidos.


                                                 Aluna com surdez e sua intérprete de LIBRAS.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013